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29/09/2014
UM PADRE NO PURGATÓRIO - Segunda Parte
Sacerdotes: cuidado com as "ajudas desinteressadas" como as de Mr. Bardott
 
 
 
Afinal, os ricos são necessários para proporcionar mais alegria às gentes! 
Claire se decepcionara comigo, tinha certeza, mas quase não me dizia nada, apenas as palavras sempre repetitivas: Seja um bom Padre! 
Eu sempre soube o que era ser um bom Padre, por ela mesma ou por Padre Maurice, mas agora estava envolvido por algo melhor: a vida plena e bem vivida. Feliz! Porque então deveria me preocupar com os outros? Cada um que se cuide! 
Mas e a maçonaria, filho! (Neste tempo mamãe morava perto de mim) 
- Não, eu não sou maçom, mamãe! 
- Mas aceitas as ordens deles! Aceitas recompensas para não combatê-los! Aceitas favores para não denunciá-los... 
- Mas não me envolvo com eles... 
- Isto é ainda talvez mais triste, filho, pois denota falta de caráter e mostras que tens duas caras. Isto é ser “sepulcro caiado”! 
Estas palavras duras ditas por Claire me açoitaram e me doeram... Mas por pouco tempo. Contudo Claire, apesar de conhecer toda a minha devassidão, jamais me criticou diante dos outros. Sempre me estimou e me defendeu de todos os ataques. Era a mãe que Deus me dera, o meu Anjo Protetor. Era o retrato da Virgem Mãe de Deus! Deus jamais me poderia ter dado mãe melhor! Lembro-me de quando levei para casa uma moça de 21 anos e disse a Claire que estava doente e que não fora aceita no hospital por ser pobre. Sei que Claire não “engoliu” aquela história, mas aos outros dizia: 
- Meu filho tem um grande coração. Esta moça não tinha com quem ir e ele, coração grande, acolheu-a para cuidar dela. É realmente o bom Padre que sempre sonhei! 
Aquelas reflexões de Claire me chicoteavam. Como pode Deus dar corações assim tão grandes para as mães?! Contudo, em nossos colóquios de mãe e filho, ela me dizia: 
- Estás me decepcionando muito, filho! E muito mais a Deus que confiou em ti! Ainda há tempo! Ainda há esperança... E muitas vezes eu chorei em seu colo! 
- Continue rezando, mãe! 
Vivia as minhas angustias e, à vezes, até jurava emendar-me e, nas celebrações das Missas – fazia-as sempre com muito amor – ao consagrar o pão e o vinho, pedia a meu Jesus: Arranca-me deste fosso imundo! Já não aguento mais! Atenda a Claire, pois já não sou merecedor! E muitas vezes tive vontade de acabar com tudo aquilo. Recomeçar vida nova, autêntica, verdadeira! Ser um “verdadeiro Padre”! 
Claire chorava muito! Claire me defendia sempre! Claire me amava profundamente e, para ela, a felicidade dela própria consistia em me ver no céu. 
E houve o fatídico acidente... Fatídico e terrível! A jovem escapou sem graves problemas e eu... Fui parar no inferno! De fato, me encontrei com os demônios: Receberam-me bem, com muita festa. Olhos arregalados, bocas escancaradas, formas horríveis, risadas assustadoras! Caminhos escuros, cavernosos, sangue jorrando pelas paredes, gritos lancinantes, fedor de podridão! Insuportável! 
- Finalmente chegaste ao teu lugar, gritavam os monstros. E me agarraram, acorrentando-me em raízes em brasa! Aqui gozarás eternamente! 
Risadas estranhas, estrondos, danças diabólicas... e o calor infernal! 
- Mamãe! Gritei com todas as forças e com toda a minha alma. Mamãe tire-me daqui!... e acordei com centenas de aparelhos sobre mim.. e Claire ao meu lado. Nunca a amei tanto como naquele momento. Seu rosto era o da Virgem. Era o rosto do céu! 
- Mamãe, chama um Padre! 
- Mas você é o Padre, filho! 
- Eu não posso confessar a mim próprio!... 
- Já tens o arrependimento filho e Deus ouviu as minhas preces. Reza agora e peça a Deus o perdão. Já não há tempo de chamar outro Padre. Sejas tu o próprio Padre!... 
- Ajude-me, mamãe! 
Agarrei-me firmemente a ela e disse: Jean Claude Boisseau, eu te absolvo de todos os teus pecados, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém! A última coisa que vi, foi o sorriso aberto de Claire e senti uma paz profunda invadir-me completamente. 
Claire foi logo para o céu, onde era o seu lugar, ao lado da Virgem que tanto amou. Eu, há 130 anos no Purgatório, agradeço sempre a Deus por tê-la me dado por mãe. 
Hoje volto à casa do Pai, abraçado com Claire, que no céu, sempre implorou por mim e obteve o favor especial de Deus, de poder pedir, na terra, orações e sacrifícios para o meu resgate. E graças a Deus Misericórdia que isto permitiu, posso agora também, interceder pelos outros errantes da terra. No dia de minha salvação, outros 123 mil Padres** também se salvaram, quando foram atendidas as vossas orações no alto do morro. Graças a Deus e a Jesus... O que salva! 

*Sacerdotes: cuidado com essas tais “ajudas desinteressadas” de gente como o Mr. Badott! 
Que adianta trocar as obras da sua Igreja por cotas do inferno?  
Mãe dolorosa, peço-Vos pelo Vosso sofrimento na morte de Vosso Filho, que ofereçais ao Pai Eterno, o Precioso Sangue que jorrou das Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo crucificado, pelos pobres Sacerdotes transviados, que se tornaram infiéis a sua sublime vocação, para que quanto antes, volte junto ao Bom Pastor. Amém!
 
 
 
 
 
 
Artigo Visto: 1573 - Impresso: 56 - Enviado: 13
 

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