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01/11/2017
01/11 – SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS
Hoje, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de todos.
 
 
 

Dia de todos os santos.

 

No dia 1todos_os_santosº de novembro a Igreja celebra a memória de todos os santos, para homenagear todos que estão no céu, diante da visão beatífica de Deus, “intercedendo por nós sem cessar”, como diz a Liturgia. Numa única solenidade a Igreja homenageia a multidão dos moradores do céu.

No Apocalipse, São João teve esta visão: “E vi uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as gentes e tribos e povos e línguas. Estavam de pé diante do trono e diante do Cordeiro, trajados com vestes brancas e palmas nas mãos” (Ap 7,14)…” A Igreja já canonizou mais de vinte mil santos, mas há certamente muito mais que esse número.

Na Santa Missa desse dia a Igreja propõe a leitura do Evangelho das Bem-aventuranças (Mt 5), pois elas espelham a vida dos santos: os pobres de espírito, os mansos, os que sofrem, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os pacíficos, os perseguidos por causa da justiça e  todos os que recebem o ultraje da calúnia, da maledicência, da ofensa e da humilhação. Os que colocam toda a sua confiança em Deus e sabem que sozinhos nada podem.

Os santos são a força mais poderosa da Igreja, foram eles que levaram a evangelização até os confins da terra; sofreram os martírios, esvaziaram-se de si mesmos para em tudo fazer a vontade de Deus.

O Papa João Paulo disse certa vez que “a santidade é a força mais poderosa para levar os homens a Cristo”. A História da Igreja confirma essas palavras; mesmo sem usar um rádio, tv ou internet, os grandes santos abalaram o mundo com suas vidas; assim foi, por exemplo, Santo Antão no deserto do Egito; São Francisco na Itália, Santa Teresa de Ávila na Espanha, Santo Estevão na Hungria, Santa Isabel em Portugal, Santa Teresinha e Santa Joana D´Arc na França e Santo Frei Galvão no Brasil. João Paulo II disse que “a Igreja não precisa de reformadores, precisa de santos”.

Todos os batizados são chamados a serem santos, e a Igreja existe para nos levar à santidade. Ela nos oferece os meios adequados para isso: os sacramentos, a Palavra de Deus, a oração, o jejum, a esmola, etc. A Carta aos Hebreus diz que “sem a santidade ninguém pode ver o Senhor”. Por isso, muitas almas precisam passar pelo Purgatório para adquirir a santidade plena para entrar na comunhão com Deus.

A origem da festa de todos os santos vem desde o século IV, onde se celebrava em Antioquia festa por todos os mártires no primeiro domingo depois de Pentecostes. No ano de 835, esta celebração foi transferida pelo papa Gregório IV para 1º de novembro.

Por que um Dia de Todos os Santos?

 

AllSaints

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Tradição da Igreja está repleta de confirmações sobre a intercessão dos santos. Uma das Orações Eucarísticas reza que: “Os santos intercedem por nós sem cessar”. Isto é confirmado plenamente pela Tradição da Igreja, senão vejamos.

São Jerônimo (340-420), doutor da Igreja disse:

“Se os Apóstolos e mártires, enquanto estavam em sua carne mortal, e ainda necessitados de cuidar de si, ainda podiam orar pelos outros, muito mais agora que já receberam a coroa de suas vitórias e triunfos. Serão menos poderosos agora que reinam com Cristo? São Paulo diz que com suas orações salvara a vida de 276 homens, que seguiam com ele no navio [naufrágio na ilha de Malta]. E depois de sua morte, cessará sua boca e não pronunciará uma só palavra em favor daqueles que no mundo, por seu intermédio, creram no Evangelho?” (Adv. Vigil. 6)

Santo Hilário de Poitiers (310-367), bispo e doutor da Igreja:

“Aos que fizeram tudo o que tiveram ao seu alcance para permanecer fiéis, não lhes faltará, nem a guarda dos anjos nem a proteção dos santos”.

São Cirilo de Jerusalém (315-386): bispo de Jerusalém e doutor da Igreja, afirmava que:

“Comemoramos os que adormeceram no Senhor antes de nós: Patriarcas, profetas, Apóstolos e mártires; para que Deus, por sua intercessão e orações, se digne receber as nossas”.

01/11 – Solenidade de Todos os Santos

todos-os-santosHoje, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de todos. Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a felicidade eterna. “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: ‘Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ “(Mt 5,48) (CIC 2013).

Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: “Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles”.

Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos “heróis” da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma “constelação”, já que São João viu: “Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e
línguas” (Ap 7,9).

Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois “não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus” (Ef 2,19).

Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: “O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos.” “A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada” (CIC 2028).

Fonte: CLEOFAS - Professor Felipe Aquino

 

 
 
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