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18/01/2017
ALGUNS MILAGRES DE SANTO ANTÃO NO DESERTO
Tenho certeza que foi Santo Antão quem tirou o meu filho de uma doença grave e que o ajudou a conseguir um emprego – conta, sorridente.
 
 
 
ALGUNS MILAGRES DE SANTO ANTÃO NO DESERTO
 
 
 
Sempre deu graças ao Senhor, e animava os que sofriam a ter paciência e a se aperceberem de que a cura não era prerrogativa dele nem de ninguém, mas de Deus só, que a opera quando quer e a favor de quem Ele quer.
 
Os que sofriam ficavam satisfeitos, recebendo as palavras do ancião como cura, pois aprendiam a ter paciência e a suportar o sofrimento.
 
E os que eram curados aprendiam a dar graças, não a Antão, mas a Deus só.
 
 
1- Havia, por exemplo, um homem chamado Frontão, oriundo de Palatium .
Tinha uma enfermidade horrível: mordia continuamente a língua e sua vista ia se encurtando.
 
Chegou à montanha e pediu a Antão que rogasse por ele. Orou e disse logo a Frontão: "Vai-te, vais ser curado".
 
Ele, porém, insistiu e ficou durante dias, enquanto Antão prosseguia dizendo-lhe: "Não ficarás curado enquanto ficares aqui. Vai-te, e quando chegares ao Egito, verás em ti o milagre".
 
O homem consentiu afinal e foi-se; e ao chegar à vista do Egito, sua enfermidade desapareceu. Sarou segundo as instruções que Antão havia recebido do Senhor enquanto orava.
 
 
2- Uma menina de Busiris em Trípoli padecia de uma enfermidade terrível e repugnante: uma supuração nos olhos, nariz e ouvidos transformava-se em vermes quando caía no chão.
 
 Além disso tinha o corpo paralisado e seus olhos eram defeituosos. Seus pais ouviram falar de Antão por alguns monges que iam vê-lo, e tendo fé no Senhor que curou a hemorroísa (Mt 9,20), pediram-lhes licença para irem também com sua filha, e eles consentiram.
 
 Os pais e a menina ficaram ao pé da montanha com Pafúncio, o confessor e monge. Os demais subiram, e quando se dispunham a falar-lhe da menina, ele adiantou-se e lhes falou tudo sobre os sofrimentos dela, e de como havia feito com eles a viagem.
 
Então, quando lhe perguntaram se essa gente podia subir, não lhes permitiu e disse: "Podem ir e, se não morreu, vão encontrá-la sã. Não é certamente nenhum mérito meu que ela tenha querido vir a um infeliz como eu; não, em verdade, sua cura é obra do Salvador que mostra sua misericórdia em todo lugar aos que o invocam. Neste caso o Senhou ouviu sua oração, e Seu amor pelos homens me revelou que curará a enfermidade da menina onde ela está".
 
Em todo caso o milagre se realizou: quando desceram, encontraram os pais felizes e a menina em perfeita saúde.
 
3- Sucedeu também que quando dois dos irmãos estavam em viagem para vê-lo, acabou-se lhes a água; um morreu e o outro estava a ponto de morrer.
 
Já não tinha forças para andar, mas jazia no chão esperando também a morte. Sentado na montanha, Antão chamou dois monges que casualmente estavam ali e os compeliu a se apresarem: "Tomem um jarro d'água e corram descendo pelo caminho do Egito; vinham dois, um acaba de morrer e o outro também morrerá se vocês não se apressarem. Foi-me revelado isto agora na oração".
 
Foram-se os monges, acharam um morto e o enterraram. Ao outro fizeram-no reviver com água e o levaram ao ancião. A distância era de um dia de viagem. Agora, se alguém pergunta porque não falou antes de morrer o outro, sua pergunta é injustificada.
 
O decreto de morte não passou por Antão, mas por Deus que a determinou para um, enquanto revelava a condição do outro. Quanto a Antão, o admirável é que, enquanto estava na montanha com seu coração tranquilo, mostrou-lhe o Senhor coisas distantes.
 
 
4- Noutra ocasião em que estava sentado na montanha, olhando para cima viu no ar alguém levado para o alto entre grande regozijo de outros que lhe saíam ao encontro.
 
Admirando-se de tão grande multidão e pensando quão felizes eram, orou para saber quem podia ser este. De repente uma voz se dirigiu a ele dizendo-lhe que era a alma do monge Amón de Nítria, que levou vida ascética até idade avançada.
 
Pois bem, a distância de Nítria à montanha onde Antão estava era de treze dias de viagem. Os que estavam com Antão, vendo o ancião tão extasiado, perguntaram-lhe o motivo e ele lhes contou que Amón acabava de morrer.
 
Este era bem conhecido pois vinha aí amiúde e muitos milagres foram operados por seu intermédio. Segue um exemplo.
 
 Uma vez tinha que atravessar o chamado rio Lycus na estação das cheias; pediu a Teodoro que se adiantasse para que não se vissem nus um ao outro enquanto atravessavam o rio a nado. Então, quando Teodoro se foi, ele sentiu-se, entretanto, envergonhado por ter que se ver ele mesmo nu. Enquanto estava assim desconcertado e refletindo, foi de repente transportado à outra margem. Teodoro, também, homem piedoso, saiu da água, e ao ver que o outro chegara antes dele sem se haver molhado, perguntou-lhe como atravessara.
Quando viu que não o queria contar, agarrou-se a seus pés, insistindo em que não o soltaria até que lhe dissesse. Notando a determinação de Teodoro, especialmente depois do que lhe disse, insistiu por sua vez para que não o dissesse a ninguém antes de sua morte, e assim lhe revelou ter sido levado e depositado na margem; que não havia caminhado sobre as águas, uma vez que isto só é possível ao Senhor e àqueles aos quais Ele o permite, como o fez no caso do grande apóstolo Pedro (Mt 14,19).
Teodoro relatou isto depois da morte de Amón.
 
Os monges aos quais Antão falou sobre a morte de Amón anotaram o dia e quando, um mês depois, os irmãos voltaram de Nítria, perguntaram e souberam que Amón havia dormido no mesmo dia e hora em que Antão viu sua alma levada para o alto. E tanto eles como os outros ficaram estupefatos ante a pureza de alma de Antão, que podia saber imediatamente o que se passara treze dias antes, e que era capaz de ver a alma levada para o alto.
 
 
5- Noutra ocasião, o conde Arqueláo o encontrou na Montanha Exterior e pediu-lhe somente que rezasse por Policrácia, a admirável virgem de Laodicéia, portadora de Cristo. Sofria muito do estômago e das costas devido à sua excessiva austeridade, o seu corpo estava reduzido a grande debilidade.
 
Antão orou e o conde anotou o dia dessa oração.
 
 Ao voltar a Laodicéia encontrou curada a virgem. Perguntando quando se havia visto livre de sua debilidade, tirou o papel onde anotara a hora da oração.
 
Quando lhe responderam, imediatamente mostrou a sua anotação no papel, e todos se maravilharam ao reconhecer que o Senhor a havia curado de sua doença no próprio momento em que Antão estava orando e invocando a bondade do Salvador em seu auxílio.
 
 
6- Quanto a seus visitantes, predizia frequentemente sua vinda, dias e às vezes um mês antes, indicando o motivo da visita. Alguns vinham só para vê-lo, outros devido a enfermidades, e outros, atormentados pelos demônios.
E ninguém considerava viagem demasiado molesta ou que fosse tempo perdido; cada um voltava sentindo que fora ajudado.
 
 Ainda que Antão tivesse esses poderes de palavra e visão, no entanto suplicava que ninguém o admirasse por essa razão, mas admirasse antes ao Senhor porque Ele nos ouve a nós, que somos apenas homens, a fim de que possamos conhecê-lo melhor.
 
 
7- Noutra ocasião havia descido de novo para visitar as celas exteriores. Quando convidado a subir a um barco e orar com os monges, só ele percebeu um mau cheiro horrível e sumamente penetrante.
 
A tripulação disse que havia a bordo pescado e alimento salgado e que o cheiro vinha disso, mas ele insistiu que o odor era diferente. Enquanto estava falando, um jovem que tinha um demônio e subira a bordo pouco antes como clandestino, soltou de repente um guincho.
 
Repreendido em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, foi-se o demônio, e o homem voltou à normalidade; todos então se aperceberam de que o mau cheiro vinha do demônio.
 
 
8- Outra vez um homem de posição foi a ele, possuído por um demônio.
 
Neste caso o demônio era tão terrível que o possesso não estava consciente de que ia a Antão. Chegava mesmo a devorar seus próprios excrementos
Rogou-lhe que rezasse por ele. Compadecido pelo jovem, Antão orou e passou com ele toda a noite. Ao amanhecer, o jovem lançou-se de repente sobre Antão, empurrando-o.
Seus companheiros indignaram-se diante disso, mas Antão acalmou-os, dizendo: "Não se aborreçam com o jovem, pois não é ele o responsável, e sim o demônio que nele está. Ao ser increpado e mandado a lugares desertos (Lc 11,24), ficou furioso e fez isto. Deem graças ao Senhor, pois o atacar-me deste modo é um sinal da partida do demônio".
 
E enquanto Antão dizia isto, o jovem voltou a seu estado normal; deu-se conta de onde estava, abraçou o ancião e deu graças a Deus.
 
 
 
 
TRECHO DE UM JORNAL SOBRE A FESTA DE SANTO ANTÃO NO DISTRITO DE SANTA MARIA:
 
A dona-de-casa Diometilde Grigolo, 78 anos, se aproximou do canto esquerdo do altar para chegar bem perto da imagem do santo que é seu protetor há muitas décadas.
 
– Desde que eu ainda nem era gente já era devota dele. Minha mãe sempre foi muito fiel também. Venho nesta festa desde pequena e até já ajudei a carregar a imagem na procissão. Tenho certeza que foi Santo Antão quem tirou o meu filho de uma doença grave e que o ajudou a conseguir um emprego – conta, sorridente.
 
Logo depois que Diometilde beijou a velha conhecida imagem de Santo Antão, foi a vez de a pequena Kawany Pereira Alves, aos 8 meses de vida, chegar perto do santo pela primeira vez. No colo da mãe, Cleuza Escobar Alves, 26 anos, ela sorria bastante. Orgulhoso, o pai da menina, Sabino Pereira Aguiar, 46 anos, contou que quer passar a devoção para a filha.
 
– Vim para Santa Maria aos 14 anos, sozinho, sem nada na vida. Naquele ano mesmo comecei a vir na festa. Hoje, não me falta nada. Tenho certeza que é tudo graças a Santo Antão – diz.
 
ORAÇÃO A SANTO ANTÃO
 
(Para curar moléstias da pele)
 
Deus, Todo-poderoso, que sentis prazer em glorificar Vossos servidores, eu Vos peço, humildemente, socorrei-me em minha aflição, pela intercessão de Santo Antão, Eremita, que hoje estou implorando.
 
Ouvi a minha prece, Senhor Deus, pelo sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.
 
Que assim seja.
 
(Rezar Creio em Deus Pai, Pai-Nosso e Ave-Maria.)
 
Repetir três vezes: Santo Antão, Eremita, que nunca faltais com o vosso socorro aos que vos invocam, rogai por nós.
 
 
ORAÇÃO A SANTO ANTÃO
 
 
Ó Deus, que permitistes que, mesmo na solidão de uma gruta, no deserto, o demônio perturbasse Santo Antão com violentas tentações, mas lhe destes força de vencê-las, enviai-me, do céu, o vosso socorro, porque eu vivo num ambiente minado de tentações que me agridem, pelo rádio, televisão, novelas, bailes, cinemas, revistas, propagandas e maus companheiros.
Santo Antão, ficai sempre ao meu lado; vós que vencestes o demônio, na aparência de um bicho imundo, me dareis força na tentação. Na hora da tentação, socorrei-me Santo Antão.
 
 
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