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26/06/2018
Para Andréa - A BELEZA ESCONDIDA - PARA RECORDAR
Quando a conheci, não foi a beleza que me atraiu....
 
 
 

              

               A BELEZA ESCONDIDA

 

Quando a conheci – já jovem – não foi a beleza que me conquistou, mas sua personalidade.

Sempre rodeada de amigos e com um amor sem igual para com seus irmãos, irmãs e, claro, com sua mãe Gilda.

Amor verdadeiro, que um dia quis dividir com um tal de Vilson, rapaz quieto, mas sincero que, nunca foi a alegria de sua família, mas para a Andréa, foi sim este motivo.

E assim, com ele se casou e teve duas filhas: a Giane, hoje com 15 anos e a Rita de Cássia, com 7 anos.

Giane “puxou” quase tudo da Mãe, não deixando muita coisa para o Pai, e a Ritinha, pela qual tanto lutamos e que tanto amamos, nem se fala: é toda a mãe, só é mais “branquinha”.

Por ter tanto amor a Andrea sofreu muito!

Muito brigou comigo – seu esposo- para poder ajudar um irmão, uma irmã necessitada; tanto esbravejou pela sua Mãe, afim de que a ajudássemos nas dificuldades.

A Andréa, sim, é, e foi uma verdadeira Mãe, pois ela sofria tudo em silencio!

Há mais de um ano, ninguém soube e até ontem ninguém sabia o que ela realmente sentia...

Entregou-se por completo para que ninguém precisasse ajudá-la, e quando descobrimos, já era tarde demais, não para ela, pois já estava preparada, mas para nós, simples terráqueos mortais, que, em momento algum, sentimos o mesmo amor que ela!

A Andréa partiu, e como acontece com quase todos os seres viventes, passou pelo Purgatório!

Ela queria isso também!

Ela precisava disso, não por culpa dela, mas pela nossa culpa!

E, ao invés de nos despedirmos dela, estamos a julgando, e julgando-nos uns aos outros, tentando culpar alguém, e esquecendo-nos de tudo o que ela fez por nós.

Ontem, fui para casa, não fiquei no velório: houve críticas, desaforos... Fui para casa descansar! Mas por que?

Eu digo porque:

Naquele momento eu chorava, e com um sorriso, Andréa me dizia:

- Vilson, meu amor, vá para casa descansar, pois eu não estou mais aí neste corpo. Avisa a Giane também e abrace muito, mas muito mesmo, a Ritinha, pois eu as quero abraçar junto contigo.

E abraça a Mãe, o Dalvo, o Renato, a Goretti, o Reinaldo, a Toco – ah! Minha irmã Toco, que pena que não cumpri o nosso trato, me desculpa, tá? A Jaque, o Tiago, o Dada...

Eu já estou no Céu, e Mãe, eu estou do lado do Papai: eu sou a “Caçulinha” dele, por isso vim primeiro!

Eu preciso ir... Eu perdôo a todos...

E Jesus também. Amém!

Tchiau.

“Andréa!”

 Andréa -esposa do Vilson , autor destas linhas – faleceu no dia 03 de Maio de 2009, no Hospital Marieta Konder Bornhausen, de Itajaí, às 18,15 horas, vítima de tuberculose avançada. 

Vilson Cláudio Heckert (Porto Belo (SC), 04 de Maio de 2009)

 

 

 

 

 

 
 
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