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20/01/2017
São Sebastião
Protetor contra peste, fome e guerra
 
 
 

SÃO SEBASTIÃO - PROTETOR CONTRA A PESTE, A FOME E A GUERRA - 20 DE JANEIRO

 
 

 

 

São Sebastião (França, 256 d.C. — 286 d.C.) originário de Narbonne e cidadão de Milão, foi um mártir cristão, morto durante a perseguição levada a cabo pelo imperador romano Diocleciano.

 O seu nome deriva do grego sebastós, que significa divino, venerável (que seguia a beatitude da cidade suprema e da glória altíssima).
 
História
 
De acordo com Actos apócrifos, atribuídos a Santo Ambrósio de Milão, Sebastião era um soldado que teria se alistado no exército romano por volta de 283 d.C. com a única intenção de afirmar o coração dos cristãos, enfraquecido diante das torturas.
 
Era querido dos imperadores Diocleciano e Maximiliano, que o queriam sempre próximo, ignorando tratar-se de um cristãoe, por isso, o designaram capitão da sua guarda pessoal - a Guarda Pretoriana.
 
 Por volta de 286, a sua conduta branda para com os prisioneiros cristãos levou o imperador a julgá-lo sumariamente como traidor, tendo ordenado a sua execução por meio de flechas (que se tornaram símbolo constante na sua iconografia).
 
 
Foi dado como morto e atirado no rio, porém, Sebastião não havia falecido.
 
Encontrado e socorrido por Irene (Santa Irene), apresentou-se novamente diante de Diocleciano, que ordenou então que ele fosse espancado até a morte.
 
 Seu corpo foi jogado no esgoto público de Roma.

 Luciana (Santa Luciana, cujo dia é comemorado em 30 de Junho) resgatou seu corpo, limpou-o, e sepultou-o nas catacumbas.

 
 
SANTA IRENE CUIDANDO DE SÃO SEBASTIÃO
  
Existem inconsistências no relato da vida de São Sebastião: Historicamente o edito que autorizava a perseguição sistemática dos cristãos pelo Império foi publicado apenas em 303 (depois da Era Comum), pelo que a data tradicional do martírio de São Sebastião parece um pouco precoce.
 
O simbolismo na História, como no caso de Jonas, Noé e também de São Sebastião, é vista, pelas lideranças cristãs atuais, como alegoria, mito, fragmento de estórias, uma construção histórica que atravessou séculos.
 
 
relíquia: uma flecha das flechas que transpassou o corpo de São Sebastião.
 
O bárbaro método de execução de São Sebastião fez dele um tema recorrente na arte medieval - surgindo geralmente representado como um jovem amarrado a uma estaca e perfurado por várias setas (flechas); de resto, três setas, uma em pala e duas em aspa, atadas por um fio, constituem o seu símbolo heráldico.
 
Tal como São Jorge, Sebastião foi um dos soldados romanos mártires e santos, cujo culto nasceu no século IV e que atingiu o seu auge na Baixa Idade Média, designadamente nos séculos XIV e XV, tanto na Igreja Católica como na Igreja Ortodoxa.
 

Embora os seus martírios possam provocar algum ceticismo junto dos estudiosos atuais, certos detalhes são consistentes com atitudes de mártires cristãos seus contemporâneos.


MAS ALGUNS DETALHES DA LENDA

 

 

Nascido em Narbone, na Gália, recebeu Sebastião educação em Milão, terra natal de sua mãe. 


Cristão, nunca se envergonhou de sua religião. Vendo as tribulações sofridas pelas perseguições atrozes que sofriam, alistou-se nas legiões do imperador com a intenção de mitigar os sofrimentos destes cristãos, seus irmãos em Cristo. 


A figura imponente, bravura e prudência tanto agradaram ao imperador, que o nomeou comandante da guarda imperial. 


Nesta posição elevada tornou-se o grande benfeitor dos cristãos encarcerados. Tendo entrada franca em todas as prisões, ia visitar as pobres vítimas do rancor e ódio pagão, e com palavras e dádivas consolava e animava os candidatos ao martírio. 


Dois irmãos, Marco e Marceliano, não se acharam com coragem de afrontar os horrores da tortura e aconselhados pelos pais e parentes, resolveram-se a sacrificar aos deuses. 


Mal teve ciência disto, Sebastião procurou-os e com sua palavra cheia de fé, reanimou os desfalecidos e vacilantes, levando-os a perseverar na religião e antes sacrificar tudo que negar a fé. Profunda comoção apoderou-se de todos que assistiam a esta cena. 


Marco e Marceliano cobraram ânimo e prometeram a Sebastião fidelidade na fé até à morte. 


Uma das pessoas presentes era Zoé, esposa do funcionário imperial Nicostrato. 


Esta pobre mulher estava muda há seis anos. Impressionada pelo que presenciara, prostrou-se aos pés de Sebastião, procurando por sinais interpretar o que lhe desejava dizer. 


Sebastião fez o sinal da Cruz sobre ela e imediatamente Zoé recuperou o uso da língua. 


Ela e o marido converteram-se ao cristianismo. Este exemplo foi imitado pelos pais de Marco e Marceliano, pelo carcereiro Cláudio e mais 16 pessoas. 

Todos receberam o santo batismo das mãos do sacerdote policarpo, na casa de Nicostrato. 


A conversão destas pessoas em circunstâncias tão extraordinárias, chamou a atenção do prefeito de Roma,Cromâncio. 


Sofrendo horrivelmente de Reumatismo e sabendo que o pai de Marco e Marceliano pelo Batismo tinha ficado curado do mesmo mal, manifestou o desejo de conhecer a religião cristã.


Sebastião deu-lhe as instruções necessárias, batizou-o com seu filho Tibúrcio e curou-o da doença. 

 

Tão grato ficou Cromâncio, que pôs em liberdade os cristãos encarcerados seus escravos, e renunciou ao cargo de prefeito. 


Retirando-se da cidade para sua casa de campo, deu agasalho aos cristãos, acossados pela perseguição.
 
Esta recrudesceu de uma maneira assustadora. 

O Santo Papa Caio chegou a aconselhar os cristãos e o próprio São Sebastião para se retirar da cidade, mas São Sebastião preferiu ficar em Roma, mesmo que isso culminasse em seu martírio.
 
Muito tempo não levou e Deocleciano soube, por uns cristãos apóstatas, que Sebastião era cristão e grandes serviços prestava aos encarcerados.
 
Chamou-o à sua presença e repreendeu-o, tentando incansavelmente convencê-lo a abandonar a religião de Cristo.
 
Todas as argumentações e tentativas de Dioclesiano esbarraram de encontro à vontade inflexível do militar.
 
Sem mais delongas, deu ordem aos soldados que amarrassem o chefe a uma árvore e o asseteassem, tendo a ordem sido cumprida imediatamente.
 
Os soldados despiram-no, ataram-no a uma árvore e atiraram-lhe setas em tanta quantidade quanto acharam necessárias para matar um homem e deixaram a vítima neste mísero estado, supondo-o morto.
 
Alta noite chegou-se Irene, mulher do mártir Castulo, ao lugar da execução para tirar o corpo de Sebastião e dar-lhe sepultura.
 
Com grande admiração, encontrou-o com vida, levando-o para casa e tratando com todo o desvelo.
 
 
Restabelecido, o herói procurou o imperador e, sem pedir audiência, apresentou-se-lhe, acusando-o de grande injustiça, por condenar inocentes, como eram os cristãos, a sofrer e a morrer.
 
Dioclesiano, a princípio, não sabia o que pensar e dizer, pois tinha por certo que Sebastião não existia mais entre os vivos. 

Perguntando-lhe quem era, disse-lhe:

"Sou Sebastião, e o fato de eu estar vivo, devias concluir que é poderoso o Deus, a quem adoro, e que não fazes bem em perseguir-lhe os servos."
 
Enfurecido, Dioclesiano ordenou aos soldados que o matassem com paus e bolas de chumbo na presença do povo.
 
Os algozes cumpriram a ordem e , para subtrair o cadáver à veneração dos cristãos, atiraram-no à cloaca máxima.
 
 
ESCULTURA DO TÚMULO DE SÃO SEBASTIÃO EM SUA BASÍLICA
 
Uma piedosa mulher, Santa Luciana, porém, achou-o e tirou-o da imundície e sepultou-o aos pés de São Pedro e São Paulo, isto em 287.
 
Posteriormente, em 680, as relíquias foram transportadas solenemente para uma Basílica, construída por Constantino. 

Naquela ocasião grassava uma peste em Roma, que vitimou muita gente.
 

 

BASÍLICA DE SÃO SEBASTIÃO
 
A terrível epidemia desapareceu na hora daquela transladação, e esta é a razão porque os cristãos veneram em São Sebastião o grande padroeiro contra a peste.
 
Em outras ocasiões se verificou o mesmo fato; assim no ano de1575 em Milão, e em 1599 em Lisboa, ficando estas duas cidades livres da peste pela intercessão do glorioso mártir São Sebastião.
 

São Sebastião no folclore, na literatura e no cinema

 

São Sebastião foi o ícone de várias expressões artísticas. 

A Pintura há muito o nomeou como modelo de pintores da Renascença.


Na literatura, São Sebastião teve sua trajetória contada no livro "Perseguidores e Mártires" , do escritor italiano Tito Casini. Ainda na literatura, foi um dos personagens centrais do romance "Fabíola" (também intitulado "A Igreja das Catacumbas"), escrito em 1854 pelo Cardeal Nicholas Wiseman.
 

A Obra de Wiseman foi levado para as telas de cinema em 1949, num filme francês homônimo dirigido por Alessandro Blasetti, e estrelado por Michèle Morgan, e com o ator italiano Massimo Girotti no papel de São Sebastião.
 
Um Remake cinematográfico do romance de Wiseman foi realizada em 1961, na Itália, com o título "La Rivolta degli Schiavi ("A Revolta dos Escravos ), dirigido por Nunzio Malasomma, e protagonizada pela estrela norte-americana Rhonda Fleming, tendo o romano Ettore Manni como o santo mártir.

Festejos em homenagem a São Sebastião

 

No Brasil, ele é celebrado com festas e feriados no dia 20 de janeiro como padroeiro de várias cidades:

 

Acre: Xapuri.

 

Bahia: Alcobaça, Caravelas, Itambé, Trancoso e Maraú (No sul do estado a festa também é chamada de Cavalhada).

 

Ceará: Apuiarés, Choró, Ipu, Monsenhor Tabosa, Mulungu, Nova Olinda e Pedra Branca.

 

Goiás: Rio Verde e Palmeiras de Goiás.

 

Mato Grosso: Alto Garças.

 

Mato Grosso do Sul: Maracajú.

 

Minas Gerais: Andrelândia, Montes Claros, Alpinópolis, Carlos Chagas, Andradas, Cruzília, Coronel Fabriciano, Brumadinho, Leopoldina, Bom Jardim de Minas, Lagoa Dourada, São Sebastião do Paraíso, Papagaios, Pedralva e Salto da Divisa.

 

Pará: Altamira e Parauapebas.

 

Paraíba: São Sebastião de Lagoa de Roça, Picuí e São Bento.

 

Paraná: Paranavaí, Sengés, Jacarezinho, Andirá e Rio Branco do Sul .

 

Pernambuco: Caruaru, Jataúba, Limoeiro, Cabo de Santo Agostinho, Belo Jardim, Ouricuri e Lagoa de Itaenga.

 

Rio de Janeiro: Rio de Janeiro, Barra Mansa, Três Rios, Aperibé e Araruama.

 

Rio Grande do Norte: Caraúbas, Equador, Governador Dix-Sept Rosado, Encanto, Parelhas e Florânia.

 

Rio Grande do Sul: Bagé, São Sebastião do Caí e Venâncio Aires.

 

Santa Catarina: Anitápolis, Sombrio, Bom Retiro , São Ludgero e Painel.

 

São Paulo: São Sebastião, Andradina, Cajamar, Coroados, Valinhos, Ibiúna, Suzano, Porto Ferreira, Presidente Prudente, Pederneiras, Borborema, Ribeirão Preto, Rio Grande da Serra e Pirajuí.

 

Em Portugal, há comemorações semelhantes em Santa Maria da Feira, na conhecida Festa das Fogaceiras, a maior festa do conselho, a cargo da Câmara Municipal.
 
Comemora-se ainda, em várias localidades do concelho de Mirandela, entre outras, no Bairro de S. Sebastião (no segundo Domingo de Setembro), em Cabanelas (no dia 20 de Janeiro), em Vale de Prados (no terceiro Domingo de Janeiro).
 
É Santo Padroeiro de Vale de Juncal, do mesmo concelho, cujas festividades seculares ocorriam no primeiro Domingo de Fevereiro de cada ano.
 

 

 
 
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